Menstruação mais intensa, cólica forte ou uma sensação de peso na barriga podem ter várias causas. Uma delas é o mioma uterino, um problema muito comum entre mulheres adultas. A palavra mioma assusta, mas ele costuma ser benigno. Entenda o que é, como é investigado e o que pode ser feito.
O que é o mioma
O mioma, também chamado de fibroma ou leiomioma, é um nódulo que cresce na parede do útero. É formado por células musculares e tecido de sustentação. Na grande maioria dos casos não é câncer, e a transformação em tumor maligno é muito rara.
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Os miomas podem ser únicos ou múltiplos, pequenos como um grão ou grandes. Podem crescer dentro da cavidade do útero, dentro da parede muscular ou na parte externa. A posição influencia os sintomas e o tratamento.
Por que aparecem
A causa exata não é totalmente conhecida. Sabe-se que os hormônios femininos, o estrogênio e a progesterona, estimulam o crescimento dos miomas. Por isso, eles surgem na fase reprodutiva e, em geral, diminuem depois da menopausa, quando os hormônios caem.
Alguns fatores parecem aumentar a chance de ter mioma:
- histórico na família;
- primeira menstruação cedo;
- excesso de peso;
- ser mulher negra, grupo em que a doença costuma ser mais frequente e aparecer mais cedo;
- não ter tido filhos.
Quais são os sintomas
Muitas mulheres têm mioma e nunca sentem nada. A descoberta acontece em um ultrassom de rotina. Quando há sintomas, os mais comuns são:
- menstruação com sangramento intenso ou que dura mais dias;
- cólica forte e dor na parte baixa da barriga;
- sangramento fora do período menstrual;
- sensação de pressão ou aumento do volume da barriga;
- vontade frequente de urinar ou prisão de ventre, quando o mioma comprime a bexiga ou o intestino;
- dor durante a relação;
- cansaço por causa da anemia, que pode surgir com os sangramentos fortes.
Em alguns casos, o mioma pode dificultar a gravidez ou aumentar o risco de complicações na gestação. O ginecologista avalia cada situação.
Como é feito o diagnóstico
O ginecologista conversa sobre o ciclo menstrual, faz o exame físico e costuma pedir um ultrassom pélvico ou transvaginal. Em alguns casos, é necessária uma ressonância magnética ou uma histeroscopia, exame que permite ver o interior do útero. Exames de sangue podem verificar se há anemia.
Quando a mulher já passou da menopausa e tem sangramento, não se deve presumir que seja mioma. Esse sinal sempre exige investigação.
Opções de tratamento
Nem todo mioma precisa ser tratado. Se ele é pequeno e não causa sintomas, o médico pode apenas acompanhar com ultrassons periódicos. Quando há sintomas, o tratamento depende de idade, tamanho e localização dos miomas, desejo de engravidar e saúde geral.
- Medicamentos: podem controlar o sangramento e a dor, ou reduzir o volume do mioma por um tempo. Escolha e dose são definidas pelo médico.
- Procedimentos menos invasivos: alguns bloqueiam o fluxo de sangue do mioma ou o retiram por dentro do útero.
- Cirurgia: pode retirar só os miomas ou, em certos casos, o útero inteiro. A decisão deve ser conversada com calma, com esclarecimento de todas as dúvidas.
Chás, simpatias e produtos que prometem dissolver mioma não têm comprovação. Além de não funcionar, podem atrasar o tratamento correto e fazer o problema crescer.