A aliança vai no quarto dedo da mão, o anular, por tradição antiga. Um velho relato diz que dali sairia uma veia ligada direto ao coração, mas isso não tem base no corpo humano. O costume vem de séculos de história, e a mão escolhida muda de país para país.
Os anéis são mais antigos do que parece
Anéis de compromisso existem há milênios. Na Roma antiga, havia o costume de dar um anel como sinal de promessa e de acordo entre as famílias. Registros do Egito antigo mostram anéis feitos de materiais simples, como juncos trançados, usados como enfeite e como símbolo.
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O círculo teve sempre um significado forte: não tem começo nem fim. Por isso, virou imagem de algo que dura. Com o tempo, os metais mais valiosos tomaram o lugar dos materiais frágeis, e o anel passou a ser também uma garantia de que a promessa seria cumprida.
A história da “veia do amor”
Autores da Antiguidade repetiram a ideia de que existiria uma veia especial, que ligaria o quarto dedo da mão esquerda ao coração. Em latim, ela ficou conhecida como vena amoris, a veia do amor. A imagem é bonita e ficou na memória popular.
O problema é que a anatomia não confirma. Os vasos sanguíneos dos dedos são parecidos entre si e nenhum deles tem ligação exclusiva com o coração. Médicos e estudiosos já descartaram essa explicação há muito tempo. Hoje ela é vista como uma lenda romântica, e não como um fato.
Uma explicação mais prática
Existe uma razão bem mais simples para o anel ficar nesse dedo. O anular é o dedo que menos se move de forma independente, pois divide estruturas de movimento com os dedos vizinhos. Por isso, ele fica mais protegido nas tarefas do dia a dia, e a joia sofre menos batidas.
Outra razão é a escolha do dedo mais “reservado”. O polegar e o indicador trabalham o tempo todo, e o mindinho é pequeno demais para um anel firme. O anular acabou sendo uma solução prática. Ninguém precisa acreditar em lenda para entender por que ele deu certo.
Direita ou esquerda: depende de onde você está
No Brasil, é comum usar a aliança de compromisso na mão direita durante o noivado e passá-la para a esquerda depois do casamento. Muitas famílias seguem esse costume, embora ele não seja regra e cada casal faça do seu jeito.
Em outros países, a escolha é diferente. Em vários lugares da Europa, como Alemanha e Rússia, usa-se a aliança na mão direita durante toda a vida de casado. Em diversos países de língua inglesa, a mão esquerda é a mais comum. Ou seja, não há um gesto universal, e sim costumes locais que foram se firmando.