Informação clara para o seu dia a dia

Saúde, alimentação, casa, relacionamentos e curiosidades explicados com calma, em linguagem simples.

Ver os artigos

Catarata: sintomas, cirurgia e cuidados com a visão

Leitura de 5 min

A visão ficou embaçada, como se houvesse uma névoa na frente dos olhos, e os óculos já não resolvem? Pode ser catarata, uma das causas mais comuns de perda de visão depois dos 50 anos. A boa notícia é que ela tem tratamento. Neste texto, você entende o que é, quais sinais observar e como funciona o cuidado.

O que é a catarata

A catarata é a perda de transparência do cristalino, a lente natural que fica dentro do olho. Quando está limpa, ela deixa a luz passar e formar imagens nítidas. Quando fica opaca, a imagem chega turva até a retina.

Veja também: Câncer de pulmão: fatores de risco, sinais e prevenção · Glicemia de jejum: o que os valores do exame indicam

O problema costuma aparecer devagar, ao longo de anos, e pode atingir um olho ou os dois. Não se trata de uma película que cresce por cima do olho. Também não é contagiosa e não passa de uma pessoa para outra.

Sinais mais comuns

Como a mudança é lenta, muita gente demora a perceber. Alguns sinais merecem atenção:

  • visão embaçada, nublada ou como se estivesse atrás de um vidro sujo;
  • incômodo com a luz do sol e com faróis de carros à noite;
  • cores que parecem desbotadas ou amareladas;
  • visão dupla em apenas um dos olhos;
  • círculos de luz ao redor de lâmpadas;
  • troca frequente do grau dos óculos sem melhora duradoura.

A catarata em si não costuma causar dor nem vermelhidão. Se houver dor, o quadro precisa de outra avaliação.

Quem tem mais risco

O principal fator é o envelhecimento. Mas outros pontos também contam:

  • diabetes, principalmente quando mal controlado;
  • exposição ao sol sem proteção ao longo da vida;
  • cigarro e consumo exagerado de álcool;
  • pancadas ou cirurgias antigas no olho;
  • uso prolongado de alguns medicamentos, como certos corticoides, o que só o médico pode avaliar;
  • casos de catarata na família.

Como é feito o diagnóstico

Quem faz o diagnóstico é o oftalmologista. A consulta costuma incluir a medida da acuidade visual, o exame do cristalino com um aparelho de luz chamado lâmpada de fenda e o exame do fundo do olho. Para olhar melhor, o médico pode pingar um colírio que dilata a pupila. Depois disso, a visão fica embaçada e sensível à luz por algumas horas. Vá acompanhado e leve óculos escuros.

Esse exame também ajuda a descobrir outras doenças dos olhos, como o glaucoma e problemas na retina, que podem coexistir com a catarata.

Tratamento e cirurgia

No começo, ajustar o grau dos óculos e melhorar a iluminação da casa pode ajudar por um tempo. Mas é preciso ser claro: colírios, vitaminas e chás não desfazem a catarata. Não existe remédio que clareie o cristalino.

Quando a visão passa a atrapalhar atividades como ler, cozinhar, ver televisão ou dirigir, o oftalmologista pode indicar a cirurgia. Nela, o cristalino opaco é retirado e uma lente artificial é colocada no lugar. Em geral, o procedimento é feito com anestesia local e sem internação, e a pessoa volta para casa no mesmo dia. O tipo de lente e a técnica são definidos pelo médico, de acordo com cada olho.

Depois da cirurgia, siga todas as orientações:

  • use os colírios nos horários receitados;
  • não coce nem aperte o olho operado;
  • evite poeira, água suja e maquiagem nos primeiros dias, conforme o médico orientar;
  • compareça a todas as consultas de retorno.

A cirurgia de catarata também é oferecida pelo SUS. Procure a unidade de saúde do seu bairro para saber como é o encaminhamento na sua cidade.