Muitos homens passam por períodos em que a ereção não responde como antes, mas poucos falam sobre isso. A vergonha faz o problema se arrastar por anos. A disfunção erétil é comum depois dos 45, tem causas conhecidas e, na maioria dos casos, tratamento. Além disso, ela pode ser um sinal precoce de outras doenças, o que faz da consulta uma questão de saúde geral.
O que é a disfunção erétil
É a dificuldade persistente de conseguir ou manter uma ereção suficiente para a relação. Falhas ocasionais são normais e acontecem com qualquer homem, por cansaço, estresse ou excesso de bebida. O problema é considerado quando a dificuldade se repete por algumas semanas ou meses.
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Para que a ereção aconteça, é preciso que nervos, vasos sanguíneos, hormônios e emoções funcionem em harmonia. Quando algum desses elementos falha, a ereção pode ser afetada.
Principais causas físicas
- Doenças dos vasos: pressão alta, colesterol elevado e aterosclerose reduzem o fluxo de sangue. Como os vasos do pênis são finos, a dificuldade pode surgir antes de sintomas no coração.
- Diabetes: pode lesar vasos e nervos ao longo dos anos.
- Obesidade e sedentarismo.
- Cigarro e álcool em excesso.
- Alterações hormonais: como a baixa de testosterona, que o médico avalia por exames.
- Remédios: alguns para pressão, depressão e outras condições podem interferir. Nunca pare um tratamento sozinho; converse com o médico, que pode ajustar.
- Cirurgias ou doenças na região da pelve e da próstata, além de problemas neurológicos.
Causas emocionais
A cabeça tem peso importante. Ansiedade, medo de falhar, depressão, estresse no trabalho, problemas financeiros e conflitos no relacionamento podem atrapalhar. Muitas vezes, uma falha acaba criando o medo da próxima, e o ciclo se mantém. Em muitos homens, as causas físicas e emocionais se misturam.
Uma pista: se a ereção ocorre normalmente ao acordar ou em outras situações, mas falha no momento da relação, a influência emocional pode ser maior. Mesmo assim, só o médico pode avaliar.
Como é a avaliação
O médico, que pode ser urologista ou clínico, conversa sobre o histórico de saúde, os remédios, os hábitos e o relacionamento. Examina o paciente e pode pedir exames de sangue, como glicemia, colesterol e hormônios. Se houver sinais de doença no coração, o encaminhamento é para o cardiologista. A conversa pode parecer constrangedora, mas faz parte do trabalho do profissional e é sigilosa.
Tratamento
O tratamento depende da causa. Pode incluir:
- controle das doenças de base, como diabetes, pressão e colesterol;
- mudanças de hábitos: parar de fumar, moderar o álcool, emagrecer e se movimentar;
- acompanhamento psicológico, individual ou de casal, quando há componente emocional;
- medicamentos receitados pelo médico, quando indicados;
- outras opções, como dispositivos ou procedimentos, em casos selecionados.
Nem todo homem pode usar os mesmos remédios. Alguns interagem de maneira perigosa com medicamentos para o coração, por exemplo. Por isso, a escolha e a dose cabem ao médico.