O parceiro reclama do barulho, o homem acorda cansado e passa o dia com sono. Muita gente trata o ronco como piada de família, mas ele pode esconder a apneia do sono, um problema que afeta o descanso e a saúde do coração. A condição é mais comum em homens depois dos 40, embora também atinja mulheres. Saber reconhecer os sinais ajuda a buscar tratamento.
O que é o ronco
O ronco é o som produzido quando o ar passa por uma via aérea estreitada durante o sono, fazendo os tecidos da garganta vibrarem. Pode ser leve e ocasional, por exemplo em dias de gripe, cansaço ou depois de beber álcool. Quando é frequente e alto, merece atenção.
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O que é a apneia do sono
Na apneia obstrutiva do sono, a via aérea fecha total ou parcialmente por alguns segundos, várias vezes durante a noite. A respiração para, o nível de oxigênio pode cair e o cérebro desperta de forma breve para reabrir a passagem do ar. A pessoa geralmente não lembra desses despertares, mas o sono perde a qualidade.
Nem todo ronco indica apneia, e há quem tenha apneia com pouco barulho. Por isso, só um exame confirma.
Sinais de alerta
Alguns sinais aparecem à noite, outros durante o dia:
- ronco alto e frequente, com pausas na respiração percebidas por quem dorme perto;
- engasgos ou sensação de sufocamento ao dormir;
- acordar várias vezes para urinar;
- boca seca ou dor de cabeça ao acordar;
- sono não reparador, mesmo depois de muitas horas na cama;
- sonolência durante o dia, com risco de cochilar em reuniões, na frente da televisão ou ao dirigir;
- irritação, dificuldade de concentração e falhas de memória.
Quem tem mais risco
- excesso de peso, principalmente com gordura no pescoço;
- sexo masculino e idade acima de 40 anos;
- pescoço largo, nariz entupido, amígdalas grandes ou queixo pequeno;
- uso de álcool e de calmantes à noite, que relaxam os músculos da garganta;
- cigarro;
- casos de apneia na família;
- menopausa, no caso das mulheres.
Por que a apneia preocupa
A apneia não tratada está associada a vários problemas. Ela pode contribuir para a pressão alta difícil de controlar, para as arritmias, para o risco de infarto e de derrame e para a piora do diabetes. Também aumenta o risco de acidentes por sonolência, principalmente ao volante. Além disso, o cansaço constante pesa no humor e na vida social.
Em homens, o sono ruim também pode influenciar o desejo e a disposição. Mas tratar a causa costuma trazer melhora de energia e de bem-estar.
Como é feita a investigação
O médico faz perguntas sobre o sono, examina nariz, boca e garganta e mede o pescoço, o peso e a pressão. O exame mais importante é a polissonografia, que registra, durante a noite, a respiração, o oxigênio no sangue, os batimentos do coração e as fases do sono. Em alguns casos, pode ser feita em casa, com aparelho mais simples, conforme a indicação do médico. O especialista pode ser o médico do sono, o otorrinolaringologista, o pneumologista ou o neurologista.