Informação clara para o seu dia a dia

Saúde, alimentação, casa, relacionamentos e curiosidades explicados com calma, em linguagem simples.

Ver os artigos

Ronco e apneia do sono: quando investigar

Leitura de 5 min

O parceiro reclama do barulho, o homem acorda cansado e passa o dia com sono. Muita gente trata o ronco como piada de família, mas ele pode esconder a apneia do sono, um problema que afeta o descanso e a saúde do coração. A condição é mais comum em homens depois dos 40, embora também atinja mulheres. Saber reconhecer os sinais ajuda a buscar tratamento.

O que é o ronco

O ronco é o som produzido quando o ar passa por uma via aérea estreitada durante o sono, fazendo os tecidos da garganta vibrarem. Pode ser leve e ocasional, por exemplo em dias de gripe, cansaço ou depois de beber álcool. Quando é frequente e alto, merece atenção.

Veja também: Perda de urina na mulher: causas e como tratar · Disfunção erétil: causas e por que conversar com o médico

O que é a apneia do sono

Na apneia obstrutiva do sono, a via aérea fecha total ou parcialmente por alguns segundos, várias vezes durante a noite. A respiração para, o nível de oxigênio pode cair e o cérebro desperta de forma breve para reabrir a passagem do ar. A pessoa geralmente não lembra desses despertares, mas o sono perde a qualidade.

Nem todo ronco indica apneia, e há quem tenha apneia com pouco barulho. Por isso, só um exame confirma.

Sinais de alerta

Alguns sinais aparecem à noite, outros durante o dia:

  • ronco alto e frequente, com pausas na respiração percebidas por quem dorme perto;
  • engasgos ou sensação de sufocamento ao dormir;
  • acordar várias vezes para urinar;
  • boca seca ou dor de cabeça ao acordar;
  • sono não reparador, mesmo depois de muitas horas na cama;
  • sonolência durante o dia, com risco de cochilar em reuniões, na frente da televisão ou ao dirigir;
  • irritação, dificuldade de concentração e falhas de memória.

Quem tem mais risco

  • excesso de peso, principalmente com gordura no pescoço;
  • sexo masculino e idade acima de 40 anos;
  • pescoço largo, nariz entupido, amígdalas grandes ou queixo pequeno;
  • uso de álcool e de calmantes à noite, que relaxam os músculos da garganta;
  • cigarro;
  • casos de apneia na família;
  • menopausa, no caso das mulheres.

Por que a apneia preocupa

A apneia não tratada está associada a vários problemas. Ela pode contribuir para a pressão alta difícil de controlar, para as arritmias, para o risco de infarto e de derrame e para a piora do diabetes. Também aumenta o risco de acidentes por sonolência, principalmente ao volante. Além disso, o cansaço constante pesa no humor e na vida social.

Em homens, o sono ruim também pode influenciar o desejo e a disposição. Mas tratar a causa costuma trazer melhora de energia e de bem-estar.

Como é feita a investigação

O médico faz perguntas sobre o sono, examina nariz, boca e garganta e mede o pescoço, o peso e a pressão. O exame mais importante é a polissonografia, que registra, durante a noite, a respiração, o oxigênio no sangue, os batimentos do coração e as fases do sono. Em alguns casos, pode ser feita em casa, com aparelho mais simples, conforme a indicação do médico. O especialista pode ser o médico do sono, o otorrinolaringologista, o pneumologista ou o neurologista.