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Palpitação no coração: causas comuns e quando se preocupar

Leitura de 6 min

De repente, o coração parece bater forte, acelerado ou fora do ritmo. A sensação assusta e muita gente pensa logo em infarto. Na maioria das vezes, a palpitação tem causas simples e passageiras, mas em alguns casos ela indica um problema que precisa de investigação. Veja como diferenciar.

O que é palpitação

Palpitação é a percepção dos próprios batimentos do coração. A pessoa pode sentir o coração disparado, batendo forte, dando um solavanco ou parando por um instante. Em geral, o coração bate sem que a gente perceba. Quando passamos a notar, pode ser algo normal ou um sinal de alteração no ritmo.

Veja também: Câncer de pulmão: fatores de risco, sinais e prevenção · Esquecimentos com a idade: o que é normal e o que investigar

É importante saber que palpitação é uma sensação, não uma doença. Ela pode vir de causas muito diferentes.

Causas mais comuns

Muitas situações do dia a dia podem provocar a sensação:

  • ansiedade, medo e estresse;
  • excesso de café, chá preto, chimarrão, refrigerantes e bebidas energéticas;
  • cigarro e álcool;
  • noites mal dormidas e cansaço;
  • febre, desidratação e calor intenso;
  • esforço físico;
  • alterações hormonais, como as da menopausa;
  • anemia e problemas na tireoide;
  • efeito de alguns remédios, inclusive descongestionantes e medicamentos para emagrecer.

Em outros casos, a causa está no próprio coração, como as arritmias. Elas são alterações no ritmo dos batimentos e só podem ser identificadas com exames.

Quando pode ser algo mais sério

A palpitação merece mais atenção quando vem acompanhada de outros sinais, ou quando a pessoa já tem doença do coração, pressão alta ou diabetes. Também vale redobrar o cuidado se há casos de morte súbita ou de problemas no ritmo do coração na família.

Algumas arritmias aumentam o risco de formação de coágulos e de derrame. Por isso, não adianta apenas esperar a sensação passar quando ela se repete com frequência.

Como o médico investiga

O médico começa com perguntas: quando a palpitação aparece, quanto tempo dura, se começa e termina de repente e o que a pessoa usa de remédios, café e bebidas. Depois, examina o paciente e pode pedir exames, como:

  • eletrocardiograma, que registra a atividade elétrica do coração na hora do exame;
  • Holter, um aparelho usado por 24 horas ou mais, que registra os batimentos durante o dia a dia;
  • exames de sangue, para avaliar anemia, tireoide e outros itens;
  • ecocardiograma, que mostra a estrutura e o funcionamento do coração.

Como a palpitação costuma ir e vir, anotar o que aconteceu ajuda muito a consulta. Escreva o horário, o que você estava fazendo e quanto tempo durou.